Psicóloga alerta para mudança de comportamento em jovens de 15 a 29 anos

Preocupada com o suicídio, um mal que tem ceifado muitas vidas, e que ainda é silenciado por muitas pessoas, apesar de profissionais em saúde mental, afirmarem que o silêncio, não ajuda a combatê-lo, a psicóloga Adriana Alencar, do Núcleo de Atenção e Prevenção de Suicídio- NAPS, de Campo Maior, chama  atenção da sociedade para ajudar pessoas que em situação de fragilidade.

Segundo a psicóloga, o mal afeta principalmente jovens entre 15 a 29 anos. Ela explica que muitos jovens recorrem às redes sociais e aos jogos, para anunciarem o desencantamento com a vida, a tristeza, e até mesmo a depressão. “É típico nos dias atuais se manifestar publicamente através da internet, se mutilar, esse tipo de comportamento pode culminar na intenção de tirar a própria vida”, destaca.

Outros sinais que devem ser observados são frases como: “‘Minha vida não tem mais sentido’ ou ‘não tenho projetos pra viver’, querem dizer alguma coisa, é um ponto importante para identificar que a pessoa está em sofrimento grave”, alerta Adriana.

A psicóloga, orienta que as pessoas que perceberem postagens desse tipo, devem fazer a intervenção de acordo com o espaço que possuir na vida do outro. “Se é parente, amigo, educador, pode chamar inbox (um bate papo no privado) para conversar, mas sabendo que existe um limite. Caso identifique uma situação mais grave, deverá sair do mundo virtual e ir com a pessoa buscar ajuda de um profissional de saúde mental”, orienta.

A profissional alerta para os erros mais cometidos por pessoas leigas no assunto, as “famosas” frases de efeitos. “Dizer que a vida é maravilhosa, que a pessoa não tem motivos para estar daquele jeito, não vai ajudar. Isso é inadequado, na verdade está desqualificando o sofrimento do outro”, informa a Psicóloga.

Ela destaca como principais transtornos: a depressão, o humor bipolar e a borderline, (perturbação da personalidade).

Devem ser observados ainda comportamentos como: tristeza profunda, isolamento, baixo rendimento escolar, irritação, falta de interesse por atividades que gostava antes.

Para melhor atender pessoas com esses sinais o Prefeito de Campo Maior, José de Ribamar, está providenciando a mobília para a sala onde serão acolhidas as pessoas para acompanhamento com profissionais do NAPS, concluiu a psicóloga.

 

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