Professora e alunos da Uespi sofrem ataques virtuais e palestra é encerrada

A professora doutora Marylu Alves de Oliveira e alunos da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), do campus de Oeiras, sofreram ataques verbais preconceituosos durante uma palestra intitulada Anticomunismo Brasileiro: passado e presente. O evento, que ocorreu na noite dessa quarta-feira (23), era realizado pelo curso de Licenciatura em História e transmitido por uma plataforma digital.

Além de xingamentos e palavrões, os ataques ocorreram também por meio de imagens e vídeos pornográficos. Após a invasão cibernética, a palestra foi encerrada.

A Uespi enviou nota de repúdio em que diz que os ataques virtuais foram feitos por pessoas que não pertencem à instituição de ensino.

“Ataques e invasões cibernéticas, infelizmente, estão acontecendo em outras instituições de ensino no Brasil e a reação deve ser a mesma: indignação e registro de denúncia na delegacia especializada em crimes virtuais”, diz trecho da nota.

Pelas redes sociais, a professora tem recebido várias mensagens de apoio.

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A professora também gravou um vídeo em que relata o ocorrido e caracteriza o ataque cibernético com uma tentativa de calar uma discussão sobre uma temática importante.

“Foi uma situação muito constrangedora com os professores e organizadores do evento com relação aos xingamentos, vídeos e as imagens pornográficas. Isso foi uma tentativa de calar pesquisadores, professores. Estudo a temática há mais de 15 anos, tenho doutorado em História na área de política e, infelizmente, essas pessoas não estão dispostas a dialogar, conversar. Querem calar a voz de pessoas que há muito tempo estudam temáticas importantes para a sociedade”, disse a professora.

Ela explica também que a palestra foi encerrada após os ataques, mas retomada por meio de um novo link.

“Antes do evento, o link do Google Meet foi compartilhado e algumas pessoas invadiram, minutos antes. O tema da palestra era ‘anticomunismo no passado e no presente’ e essas pessoas entraram xingaram, colocaram imagens pornográficas e vídeos políticos, no intuito de intimidar professores e fazer com que o evento não fosse realizado. Infelizmente, a professora teve que fechar a sala virtual e tivemos que fazer em um outro link, mas fizemos. Houve uma perda significativa de pessoas porque a moderadora teve que autorizar as entradas com receio de outra invasão”, disse a professora.

Fonte: cidadeverde

 

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