Presidente do Sinpoljuspi denuncia irregularidades na penitenciária de Campo Maior

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi), por meio de seu presidente, José Roberto, fez uma denúncia sobre a ausência de agentes penitenciários na penitenciária de Campo Maior e alvarás de funcionamento. A penitenciária, que foi inaugurada na madrugada de hoje (14/09) com a transferência de 15 presos vindo direto da central de flagrantes em Teresina já se encontra em diversas polêmicas.

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O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciário do Piauí relata que a penitenciária não possui o alvará da prefeitura para funcionamento, do corpo de bombeiros e demais órgãos que fiscalizam o funcionamento dos prédios públicos o que, segundo ele, torna o estabelecimento totalmente inapto para o uso adequado. Além disso, foram designados policiais militares para a custódia dos presos, o que contraria preceitos da custódia prisional.

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O presidente ainda fala que esta decisão foi uma afronta direta à categoria dos agentes penitenciários, que veem sua profissão sendo desvalorizada a cada dia. Ele relata que os policiais militares não são treinados para o tratamento de custódia, e comparou o ato de prender e vigiar os presos às ações de países ditatoriais, onde a polícia prende e executa a pena.

Ele ainda afirma que, para tomar tal decisão, o secretário de justiça não poderia estar gozando plenamente de suas faculdades mentais e, com isso, estaria “metendo as mãos pelas pernas”, colocando ainda o Governador Wellington Dias em maus lençóis.

Enquanto isso, a penitenciária de Campo Maior, que ainda não foi inaugurada oficialmente, está sob o comando do capitão da Polícia Militar Thanack Hitler da Silva Costa que assumiu a gerência da penitenciária na madrugada para receber detentos durante a greve dos agentes penitenciários.

Emfoco

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