ATIVISMO: “A deficiência não está no corpo e sim na mente” diz cadeirante sobre sexualidade

Ao contrário do que muitos pensam, as pessoas com deficiências física e visual têm sim uma vida sexualmente ativa e são capazes de constituir uma família. O assunto foi discutido durante uma roda com o tema ‘Sexualidade: do Preconceito a Possibilidade’, onde pessoas com deficiência relataram suas experiências e desafios causados pelo preconceito.

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O encontro foi realizado pela Secretaria de Assistência Social e articulado pela Coordenadoria de Políticas para as Mulheres, faz parte das atividades desenvolvidas pela Prefeitura de Campo Maior durante os 16 Dias de Ativismo pelo fim da Violência contra Mulher e aconteceu na tarde desta terça-feira (04), no auditório do CIAC, com representantes da ADVIC, ADEFAC e da APAE. A secretária de Assistência Social, Nilzana Gomes prestigiou o evento que foi presidido pela psicóloga, Ana Paula.

Segundo a coordenadora de Políticas para as Mulheres, Luzia Pereira a ideia é alertar as pessoas com deficiência quanto aos tipos de violências que podem ocorrer no âmbito familiar com ênfase na violência sexual.

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Para Francisco Vailson, que participou ativamente da Ciranda um dos principais problemas enfrentado pela pessoa com deficiência é o preconceito, que muitas vezes está no próprio deficiente por não conseguir se aceitar, na família que acaba passando uma ideia de que o deficiente não é capaz, tanto que ele acaba acreditando e fica inibido ao tentar se relacionar com uma pessoa não deficiente. Francisco defende que independente de ter deficiência ou não deficiência a pessoa precisa se conhecer, se tocar, pois o cérebro é quem produz o prazer e que a genitália é a penas o meio e conclui a frase; “A deficiência não está no corpo e sim na mente”.

A professora Jéssica, casada há quase 30 anos com uma pessoa que possui limitações físicas, defende que “a sexualidade vai muito além de genitálias, que está presente no companheirismo, na aceitação, nas carícias, no respeito às limitações, e principalmente no respeito ao companheiro”.

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Maria Páscoa relatou que sofreu muito preconceito durante sua gravidez, “infelizmente muitas pessoas pensam que o deficiente não é capaz de constituir uma família e isso não é verdade, quando fiquei grávida sofri; muitas pessoas me olhavam e chegavam a falar palavras horríveis pelo simples fato de eu está gravida, diziam que eu não tinha condições de cuidar de uma criança, mas eu cuidei da minha filha, cuido da minha família e trabalho. As pessoas precisam entender que somos capazes que temos desejos e somos seres humanos e precisamos ser vistos como seres humanos e não como seres assexuados e incapazes”, concluiu.

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