Diocese de Campo Maior divulga nota sobre o caso envolvendo o padre Alcindo Saraiva

A Diocese de Campo Maior divulgou nota de esclarecimento, na manhã desse sábado (24), sobre o caso envolvendo o padre Alcindo Saraiva Martins, pároco da Paróquia do município de Nossa Senhora de Nazaré, onde o sacerdote teve um relacionamento com uma jovem, e supostamente a engravidou e a induziu a realizar um aborto.

Segundo a nota, em meados de julho deste ano, Dom Francisco de Assis, bispo diocesano, recebeu na Cúria, a jovem que se envolveu com padre Alcindo. O bispo então, solicitou que ela apresentasse provas sobre o que tinha denunciado.

Em uma conversa com o bispo, padre Alcindo não negou ter se relacionado com a jovem, mas contestou a tese de gravidez e aborto.

A nota diz, que dias após ter conversado com o bispo, a jovem entregou a ele, uma carta onde afirmava que nunca esteve grávida, e logicamente, não houve aborto. A jovem afirmou ainda que usou a suposta gravidez para manter o relacionamento com o padre.

O bispo determinou no dia 12 de agosto de 2020, por meio de decreto, a suspensão das funções do padre Alcindo como pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, ficando proibido do uso de ordens em todo o território diocesano. A obrigação do padre em realizar um tirocínio espiritual de pelo menos 15 dias, dentre outras punições.

Já no da 18 de setembro de 2020, em novo decreto, Dom Francisco decidiu pela permanência da suspensão do padre de qualquer atividade pastoral. Sendo autorizado o uso de ordens apenas no território da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré após o dia 1 de outubro e estabelecido a assinatura de um termo se comprometendo a realizar a ruptura com pessoas e fatos que provocaram vergonha e escândalo aos fiéis católicos desta Igreja Diocesana.

VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA:

A Diocese de Campo Maior, tendo em vista os fatos divulgado

os na mídia e que envolvem a pessoa do Padre Alcindo Saraiva Martins, incardinado nesta diocese, presta os seguintes esclarecimentos:

Em meados de julho deste ano, Dom Francisco de Assis, bispo diocesano, recebeu a jovem na Cúria Diocesana. Ela alegava ter possuído um relacionamento com o sacerdote e que estaria grávida. O senhor bispo então pediu que ela apresentasse provas do que havia denunciado.

Em uma conversa posterior com o sacerdote, ele não nega o envolvimento, porém contestou a tese de gravidez e aborto.

Dias depois, a jovem entregou ao bispo diocesano uma carta escrita e assinada por ela, afirmando que nunca esteve grávida, e que, consequentemente, não houve aborto. Na carta, ela ainda afirma ter usado a gravidez como argumento para continuar mantendo uma relação com o sacerdote.

No dia 12 de agosto de 2020, considerando as graves denúncias, o atentado ao sexto mandamento e que não houve atentado à vida, o bispo diocesano determinou por meio de decreto a suspensão das funções do sacerdote como pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, ficando ele proibido do uso de ordens em todo o território diocesano.

O decreto ainda determinou a obrigação do padre em realizar um tirocínio espiritual extra muro de pelo menos 15 dias, a apresentação do seu cronograma de acompanhamento terapêutico sob o enfoque da psicoterapia do equilíbrio emocional, a perda de suas funções como padre referencial para o Setor Juvenil da diocese, a perda da função de instrutor de disciplina acadêmica no Seminário Propedêutico Diocesano, a suspensão do ofício de chanceler, e que ficasse proibido de falar sobre o assunto.

Em novo decreto publicado no dia 18 de setembro, Dom Francisco decidiu pela permanência de sua desvinculação de qualquer atividade pastoral e assessorias local ou regional, ficando ele ainda proibido de assistir ou ministrar sacramentos, participar de lives nas redes sociais, e a permanecer em silêncio público sobre o fato, bem como assumir a inteira culpa pelo desgaste a Igreja e às pessoas de boa fé. Foi-lhe autorizado o uso de ordens apenas no território da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré após o dia 1 de outubro e estabelecido a assinatura de um termo se comprometendo a realizar a ruptura com pessoas e fatos que provocaram vergonha e escândalo aos fiéis católicos desta Igreja Diocesana.

Conclama o bispo de Campo Maior à oração e penitência e reafirma o posicionamento desta diocese em defesa da vida. Voltemos o nosso olhar para Deus, que ao mesmo tempo é Justiça e Misericórdia.

Emfoco

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