Campanha “Todos pela Vida”, é tema de palestra de Prevenção ao Suicídio em Campo Maior

Setembro é o mês de prevenção ao suicídio, em todo o Brasil é desenvolvida a campanha Setembro Amarelo que visa à prevenção do suicídio, com o objetivo de conscientizar e alertar a população a respeito dessa realidade que tem ceifado muitas vidas. Nesse sentido a Prefeitura de Campo Maior por meio da Secretaria de Assistência Social junto ao CREAS e a Secretaria de Saúde criaram a campanha “Todos pela Vida, cada sorriso conta!”.

A campanha em consonância ao Setembro Amarelo foi tema da palestra realizada nesta quarta (12), no auditório da Câmara Municipal de Vereadores, ministrada pela Psicóloga Layone Holanda, especialista em prevenção de suicídio, do Centro Débora Mesquita.

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A Secretária de Assistência Social, Nilzana Gomes ressaltou a importância da palestra. “A cada 45 minutos morre uma pessoa vítima de suicídio no Brasil, em média mais de 25 por dia, essas pessoas não querem acabar com suas vidas, mas sim com a dor que o sofrimento está causando, e não cabe a nós julgar essas pessoas, nós precisamos estar preparados para ajudar, entender e respeitar, por isso estamos aqui para discutir o tema, e buscar informações de como compreender os sinais e ajudar essas pessoas”. Disse a secretária.

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A Psicóloga Layone Holanda explica que uma rede de fatores pode levar a pessoa a consumar o ato. “Ele (o suicídio) é multifatorial, ou seja, apresenta diversos fatores para serem compreendidos, as causas podem ser sociais, econômicas, religiosas, ambientais, biológicas, culturais, psicológicos e psiquiátricos”.

A psicóloga orientou os participantes como identificar os sinais em crianças, adolescentes, adultos e idosos e chamou atenção ao que deve ser dito e principalmente o que não deve ser falado à pessoa com sinais suicida. Layone ressalta que é preciso ouvir e não “carregar” o problema do outro, como muitas pensam e acabam não dando ouvidos ao sofrimento da pessoa.

“Precisamos desmitificar, quebrar o que pra muitos ainda é um tabu, parar de achar que sinais como depressão, desamparo, desesperança e desespero são frescura, pois são esses sinais que levam muitos a consumarem o ato”. Disse Layone.

A palestra contou com participação de profissionais em saúde mental, representantes de ONGs, de Associação de Pessoas com Deficiência, estudantes, professores e sociedade civil.

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