Campomaiorenses criam Associação de Proteção a fauna silvestre na serra de Santo Antônio

A preocupação de estudiosos em preservar o fauna silvestre na serra de Santo Antônio, em Campo Maior está resultando na criação de uma Associação que visa proteger os animais nativos dos maus-tratos de caçadores naquela região. O projeto encabeçado pelo Advogado, Professor Assis Lima ganhou o apoio da Bióloga, Doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Maria Pessoa Cruz, além de outros estudiosos e demais cidadãos.

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Conhecedor e admirador da região, o Professor Assis Lima explica que aves como papagaios são presas fácies para caçadores, que capturam os animais ainda muito pequenos para comercializá-los. “A ideia é que a Associação possa auxiliar o IBAMA-PI no enfrentamento a caça, maus-tratos e comercialização de animais, práticas bastante comum na região”, disse.

“Pensamos nisso para aumentar a proximidade entre o órgão responsável pela fiscalização e a sociedade. A serra de Santo Antônio possui um grande potencial turístico, uma diversidade em fauna e flora, o nosso propósito é proteger o meio ambiente, a riqueza natural do nosso município, por entendermos que o trabalho em conjunto possibilita um resultado mais satisfatório na fiscalização ambiental”, explica o Advogado Assis Lima.
O tráfico de animais é a prática responsável por tirar da natureza 38 milhões de animais silvestres do Brasil por ano, de acordo com o levantamento da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas). Essa captura serve para fins vivos – como gaiola e criação de cativeiro -, consumo da carne e utilização para outras atividades. Os traficantes movimentam cerca de 10 a 20 bilhões de dólares em todo o mundo, colocando o comércio ilegal de animais silvestres na terceira maior atividade ilícita do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas.

De acordo com o Art. 29, a Lei nº 9.605/98; matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, constitui crimes ambientais sujeito a Pena – detenção de seis meses a um ano, e multa.

Imagens: reprodução

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